PÔSTER do quadro 'Lady Olivia e o Sertão: Scottish Fold' disponível nas seguintes opções de tamanho: 40x30 cm; 80x60 cm. Não inclui moldura.
Descrição do quadro: Neste quadro, o autor retrata Lady Olivia e o Sertão: Scottish Fold. A proposta do autor com essa subtemática é oferecer um breve momento de um animal em uma noite calma com uma impropriedade: cores vibrantes. O autor ama a vida animal. O autor reconhece na existência animal uma existência semelhante à humana. O autor não acredita que animais nasçam para servir à humanidade. A vaidade humana e a ganância individualista são o cerne da decadência da sociedade. Em sua vida e arte o autor procura respeitar a vida animal considerando que, por não haver consumo ético na sociedade, fatalmente os esforços individuais para preservar a vida animal não conseguem por si só sanar um problema que é sistêmico. Mas, a mobilização e organização coletiva podem ser ferramentas que tornem possível a transformação: para isso a arte é fundamental por se vincular a um sentimento coletivo e ao mesmo tempo individual.
O sertão é a paisagem preferida do autor. Então nessa subtemática ele retrata paisagem fictícias ou reais com alterações para atingir efeitos estéticos almejados pelo autor. Quando a paisagens é baseada em paisagens reais, o autor usa fotos da internet. A paisagem árida que, mesmo durante a estiagem, exibe cores vivas e deslumbrantes é um sinal da resiliência. Como se o autor identificasse no sertão a sua própria história em florescer em um ambiente hostil. A caatinga é também um bioma exclusivo do território brasileiro, então, retratá-la também é uma valorização a brasilidade real que não se restringe ao nacionalismo, e nem ao futebol.
Mais especificamente sobre o quadro Lady Olivia e o Sertão, o quadro é uma homenagem à Taylor Swift que carrega uma discussão. O autor quis testar se seria possível gerar, — através da IA —, uma arte tal como a arte autoral dele: estilo, traços, trabalho com a cor, elementos de composição, et caetera.
Para referência do prompt, o autor usou seus quadros autorais de gatos e fotos publicadas de um dos gatos da Taylor Swift: daí o nome. Para a paisagem de fundo, o autor entendeu que seria ideal retratá-la na caatinga por diversas razões. A caatinga é um bioma que só se acha no Brasil e a raça do gato é escocesa e o seu bioma original é a floresta boreal. Os climas são diferentes e só se tornam relativamente próximos à noite por serem frios por razões diferentes. O autor inspirou-se também no clipe de Opalite da cantora que traz elementos interessantes e o autor quis explorar a maioria no fundo da pintura e ao lado da gata. Usou-se ao todo 3 quadros autorais de referência, e 3 imagens da Olivia para gerar a imagem.
Para o autor, OS RESULTADOS PRODUZIDOS PELA IA SE DISTANCIARAM CONSIDERAVELMENTE DO PADRÃO AUTORAL DELE. Entretanto, dos diversos resultados, uma das imagens geradas agradou o autor, então, este DECIDIU PINTAR UM QUADRO INSPIRADO NA IMAGEM GERADA PELA IA alterando alguns elementos que ele considerou pertinente mudar ou acrescentar para se adequar à assinatura de seu trabalho e à poética que queria para a homenagem do quadro: a fase da lua para complementar a paisagem espinhenta, como se a própria lua fosse um espinho a mais para a paisagem; a distância de elementos na paisagem e o uso do ma, conceituo de espaço japonês, criando espaços vazios de alguma cor, o autor faz isso ou com a ausência de elementos ou engrossando mais o traço do desenho ou fazendo uma sombra arbitrária.
A conclusão é o quadro que o autor pintou e que vós agora vedes. A diferença em comparação com o modelo proposto pela IA é gritante. Evidentemente, não dá para se descartar que o espaço amostral de quadros é relativamente pequeno para uma IA poder replicar com exatidão, pois, usou-se apenas 3 quadros autorais, e para se poder fazer isso com mais exatidão é preferível que se tenha mais quadros para a IA conseguir gerar essa suposta imagem: usou-se apenas 3 pois, é uma limitação do próprio sistema; imagina-se que necessário montar algum modelo generativo especifico para fazer isso ou até mais aprimoramentos ao próprio sistema e isso requer mais recursos e investimento ao setor: o valor até aqui já é uma soma formidável de dinheiro e recursos.
No entanto, a dificuldade que o autor na verdade sentiu foi interna, pois, sente que o seu estilo de pintar, embora já tenha uma assinatura, é e será moldado pela sua própria vivência: tudo com o tempo muda mesmo que se preserve sua essência. O autor sente isso principalmente quando olha para os quadros no início de sua carreira e até para quadros que fez em datas anteriores próximas. Alguns elementos ele próprio traria diferente para o quadro e a proposta talvez poderia mudar em sútil ou abrupto. Cada momento vivido pelo autor refletiu um pouco na estética para aquele quadro especifico: é dialético. O autor concorda que a tecnologia o ajudou muito na elaboração do quadro Lady Olivia e o Sertão, então, o seu uso foi benéfico até para a própria arte. Porém, a IA não é capaz de criar um Takeo Kunimatsu assim como imagina-se que não é capaz de criar um Van Gogh, um Tarsila do Amaral, um Chico Silva, ou outro qualquer artista, porque a arte é feita do interior movediço das pessoas, é o requinte da sobrevivência humana. A inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa assim como o pincel, mas o pincel do Van Gogh sozinho nunca fará um Van Gogh.
Para encerrar resta um questionamento quase filosófico, quem de fato faz a arte gerada pela IA? É o autor do prompt? É a própria IA? Ou é a galera que programou a IA para responder ao prompt com a imagem? Takeo Kunimatsu sente que, no fundo, é mais parte da galera que programou a IA, nenhuma parte da IA, e algum pouquíssimo porcento o autor do prompt: pois não sai plenamente o que se imagina mesmo que se detalhe mais o prompt, o que por sua vez pode até atrapalhar a cabeça da bichinha. Conclui-se, então, que nem Van Gogh conseguiria fazer um Van Gogh usando IA, mas, curiosamente com o pincel ele conseguiria.
As impressões estão disponíveis. Todavia, O QUADRO ESTÁ A VENDA SOMENTE PARA A TAYLOR SWIFT pela bagatela de R$ 13.279,31 reais. O AUTOR NÃO ACEITA DÓLAR: de preferência no PIX. Entra em contato.
| 1 x de R$100,00 sem juros | Total R$100,00 | |
| 2 x de R$50,00 sem juros | Total R$100,00 | |
| 3 x de R$33,33 sem juros | Total R$100,00 | |
| 4 x de R$25,00 sem juros | Total R$100,00 | |
| 5 x de R$23,96 | Total R$119,80 | |
| 6 x de R$20,05 | Total R$120,34 | |
| 7 x de R$17,26 | Total R$120,85 | |
| 8 x de R$15,15 | Total R$121,22 | |
| 9 x de R$13,51 | Total R$121,59 | |
| 10 x de R$12,22 | Total R$122,24 | |
| 11 x de R$11,17 | Total R$122,89 | |
| 12 x de R$10,28 | Total R$123,44 |